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Bretas cobra do MPF o atraso no laudo das joias de Adriana Ancelmo

Foto: Abr

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O juiz Marcelo Bretas, da 7ª vara Federal Criminal do Rio, questionou os procuradores da Lava Jato pelo tempo excessivo gasto na elaboração dos laudos das joias de Adriana Ancelmo, esposa do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral. Ontem, Cabral envolveu pela primeira vez a consorte nos esquemas de corrupção do casal.

As joias foram apreendidas em 2016 no apartamento de Cabral, no Leblon, e seriam leiloadas no ano passado. O leilão acabou sendo cancelado pela Justiça, devido a uma discrepância de 78% entre os valores das joias avaliadas pela Caixa Econômica Federal (R$ 455 mil) e pela Polícia Federal (R$ 2 milhões). Outra avaliação seria feita em 2019, e contaria com a ajuda dos delatores Roberto Stern e Antonio Bernardo, proprietários das joalherias onde as peças foram constituídas.

No final do mês de janeiro, um dos sócios da H.Stern comunicou a Marcelo Bretas que ainda não foi procurado pelo Ministério Público Federal para que auxiliasse no processo de avaliação das joias.  O juiz se irritou e em um despacho disse que a informação causou “perplexidade”. Bretas disse que a “avaliação das joias apreendidas pelo valor mais próximo possível ao de mercado é questão de interesse público e deve ser tratada com a devida celeridade”, já que o valor arrecadado abastecerá os cofres do estado.

O Noticiarista procurou o força-tarefa da Lava Jato no Rio e aguarda uma resposta.

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