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Greenfield denuncia 29 pessoas (atualizado)

Greenfield denuncia 29 pessoas (atualizado)

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O Ministério Público Federal do DF denunciou 29 ex-gestores de fundos de pensão por gestão temerária.

Segundo a força-tarefa da operação Greenfield, os ex-gestores causaram um prejuízo de R$ 5,5 bilhões em fundos de pensão da Petros (dos funcionários da Petrobras), Previ (dos colaboradores do Banco do Brasil), Funcef (dos funcionários da Caixa Econômica Federal) e Valia (dos trabalhadores da Vale).

Os ex-gestores teriam ignorado os riscos dos investimentos, as diretrizes que regulam o mercado financeiro, do Conselho Monetário Nacional, dos regimentos internos dos fundos e também deixaram de realizar estudos de viabilidade sobre aportes.

Segundo o MPF os crimes ocorreram entre 2011 e 2012 e foram consumados até o ano de 2016, quando ocorreram os  últimos aportes no Fundo de Investimentos e Participações Sondas.

O FIP Sondas é um veículo de investimento criado pela companhia Sete Brasil Participações. A empresa teria a responsabilidade de construir sondas, unidades de perfuração, que tem como objetivo viabilizar a exploração do pré-sal.

Segundo os procuradores, a Petrobras procurou os fundos de pensões para que fossem realizados investimentos no FIP Sondas, o que foi aprovado pelo Governo Federal. A Sete Brasil teria que construir 7 das 28 sondas. Mas no final acabou sendo contratada para construir todas as 28 sondas.

De acordo com a força-tarefa, os aportes nos fundos de pensão deveriam ocorrer de 2011 até 2019. Mas por má gestão dos fundos e da Sete Brasil, os investimentos foram antecipados, tendo o aporte total em 2106, sem que o projeto fosse concluído.

Nesta ação a Greenfield apura o crime de gestão temerária, que teria sido praticado pelos administradores dos fundos.  Os procuradores não descartam apresentar novas denúncias caso novos crimes sejam identificados.

Segue a lista dos 29 denunciados:

Funcef:

  • Antônio Bráulio de Carvalho
  • Carlos Augusto Borges
  • Carlos Alberto Caser
  • Demósthenes Marques
  • Esteves Pedro Colnago Júnior
  • Fabiana Cristina Meneguêle Matheus
  • Mauricio Marcellini Pereira
  • José Miguel Correia
  • Olívio Gomes Vieira
  • Raphael Rezende Neto

Previ:

  • Marco Geovanne Tobias da Silva
  • Ricardo José da Costa Flores
  • Renê Sanda
  • Ricardo Carvalho Giambroni

Petros:

  • Luis Carlos Fernandes Afonso
  • Carlos Fernando Costa
  • Newton Carneiro da Cunha
  • Manuela Cristina Lemos Marçal
  • Wilson Santarosa
  • Paulo Teixeira Brandão
  • Regina Lúcia Rocha Valle
  • Ronaldo Tedesco Vilardo
  • Jorge José Nahas Neto
  • Diego Hernandes
  • Nilton Antônio de Almeida Maia
  • Paulo César Chamadoiro Martin

Valia:

  • Mauricio da Rocha Wanderley
  • Eustáquio Coelho Lott
  • Marcella Bacelar Sleiman

 

Um dos denunciados, Esteves Colnago, é atualmente Chefe da Assessoria Especial de Relações Institucionais do Ministério da Economia. O Noticiarista está em contato com o Ministério da Economia e aguarda um posicionamento.

Atualização: O Ministério da Economia enviou a seguinte nota:

O chefe da Assessoria Especial de Relações Institucionais do Ministério da Economia, Esteves Conalgo, está à disposição da força-tarefa da Greenfield, do Ministério Público Federal, para prestar os esclarecimentos relacionados à gestão dos fundos de pensão. O assessor esclarece que todas as atividades exercidas como membro do Conselho Deliberativo do Fundação dos Economiários Federais (Funcef) ocorreram em consonância com o regimento interno e demais normas legais. Cabe lembrar que encontra-se em tramitação na Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) processo no âmbito administrativo de semelhante teor, no qual  Esteves Conalgo já apresentou sua defesa.

 

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