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Polícia Federal investiga pagamento de propina para barrar fiscalização da Receita

Foto: Beatriz Pataro/G1

Polícia Federal investiga pagamento de propina para barrar fiscalização da Receita

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Foi deflagrada na manhã de hoje a Operação Chorume da Polícia Federal. A PF investiga um suposto esquema de corrupção e de lavagem de dinheiro que envolve o consórcio Soma, que prestou serviços de varrição para a prefeitura de São Paulo. Nesta nova etapa, a Polícia Federal apura um pagamento de propina de cerca de R$ 3 milhões, que teria sido feita pelo escritório de advocacia Carvalho & Carvalho, para impedir uma fiscalização da Receita Federal sobre o grupo em 2017.

Segundo informações da Polícia Federal, os membros do esquema paulista procuraram pessoas que tivessem influência na Receita e acertaram o pagamento através do escritório Carvalho & Carvalho. A PF descobriu que metade do valor foi pago e o grupo acabou obtendo acesso a documentos sigilosos da Receita.

21 equipes da Polícia Federal cumprem mandados de busca e apreensão na capital São Paulo, em Santana de Parnaíba, Barueri, Francisco Morato, Santos, São José do Rio Preto, Itajaí em Santa Catarina, Brasília e Cidade Ocidental em Goiás. A operação que foi deflagrada hoje é a 7ª fase da Operação Descarte, que por sua vez é um desdobramento da Lava Jato em São Paulo que está investigando  lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal disse que já foram identificadas três pessoas como sendo as responsáveis pela entrega de dinheiro para o escritório de advocacia que forneceu notas frias para o consórcio Soma. Estas pessoas indicavam as contas em bancos de empresas de fachada para as quais deveriam ser feitas as transferências, e logo em seguida, era devolvido o dinheiro em espécie, cobrando-se uma taxa de 2 a 3% pelo serviço.

O consórcio Soma prestou serviços de limpeza para a prefeitura de São Paulo até o ano passado. Em 2019 foi feita uma nova licitação, que acabou dividindo os serviços de varrição em 6 lotes.  O serviço custa aos cofres da prefeitura de São Paulo cerca de R$ 1.2 bilhão ao ano.

 

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